Como os prefeitos utilizam o Twitter após a eleição?

O Twitter é uma ferramenta poderosa de divulgação de ideias e, por este motivo, é indispensável em campanhas políticas. Entretanto, uma vez eleitos, alguns dos candidatos abandonam seu público fiel, como a própria presidenta Dilma Rouseff fez em 2010. Outros, porém, mantêm seu contato com os seguidores após o pleito.

Olhar Digital analisou o comportamento dos prefeitos eleitos dos 10 principais colégios eleitorais do Brasil. Apenas o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto não teve um perfil localizado. Esse tipo de análise é importante para avaliar quem são os candidatos que levam a plataforma a sério e quais a utilizam apenas como palanque eleitoral. Confira quem deixou a rede social e como utilizam seus perfis aqueles que permanecem ativos:

Eduardo Paes (PMDB, Rio de Janeiro-RJ)
O prefeito do Rio de Janeiro permanece ativo no Twitter, mas não muito. Ele emite tweets esporádicos sobre assuntos relativos à cidade, como carnaval e futebol. Sua atuação durante a época eleitoral, no entanto, foi muito mais frequente.

 

José Fortunati (PDT, Porto Alegre-RS)
Fortunati é o homem do tempo do Twitter. Todos os dias ele marca presença na rede social, logo pela manhã, informando a temperatura de Porto Alegre e desejando um bom dia aos seguidores. Ele também costuma responder a algumas das mensagens direcionadas a ele, mas não muitas. Ele diminuiu seu nível de atividade após a eleição, mas nunca foi muito ativo. Durante a campanha, soltava até 5 tuítes por dia, no máximo.

 

ACM Neto (DEM, Salvador-BA)
O prefeito baiano é um dos mais ativos no Twitter, com informações sobre seu trabalho cotidiano na prefeitura. Ele ainda responde algumas das mensagens que lhe são direcionadas. Sua atividade que já é bastante alta, foi ainda maior na época das eleições, período em que ele respondia a boa parte dos eleitores.

 

Gustavo Fruet (PDT, Curitiba-PR) Foi o prefeito com o maior contato com o povo que encontramos. Sua atividade é, principalmente, respondendo às dúvidas e mensagens de seus seguidores. As informações sobre sua atividade como prefeito são repassadas, principalmente, como forma de retweets de outros perfis ligados à prefeitura. Foi quem menos mudou sua forma de atuar após a eleição.

 

Geraldo Júlio (PSB, Recife-PE) O prefeito do Recife não é dos mais ativos, mas sempre solta alguns tweets esporádicos. Entretanto, praticamente não interage com os seguidores, soltando apenas informações sobre seu trabalho. Na época da eleição ele era mais ativo, mas nunca foi de responder a dúvidas e comentários do público.

 

Paulo Garcia (PT, Goiânia-GO) O prefeito de Goiânia está bem longe de ser ativo no Twitter, mas não o abandonou em sua totalidade após o pleito de outubro do ano passado. Seu último tweet foi postado em 1º de fevereiro. Em seus momentos mais ativos, respondia a jornalistas e a alguns tweets do público.

 

Agora vamos ao outro lado da questão: e quem abandonou o Twitter completamente?

Fernando Haddad (PT, São Paulo-SP)
O prefeito de São Paulo nunca mais tuitou após o resultado das eleições. Seu último tweet foi um agradecimento à população que o elegeu:

 

Roberto Cláudio (PSB, Fortaleza-CE)
Outro candidato ativo que, após receber a confirmação de que exerceria o próximo mandato de prefeito de sua cidade, desapareceu das redes sociais.

 

Zenaldo Coutinho (PSDB, Belém-PA)
O prefeito de Belém nem ao menos voltou ao Twitter em seu perfil @ZenaldoCoutinho para agradecer os votos de seus seguidores e encerrou sua participação um dia antes das eleições. Além disso, a participação do candidato na rede se resumia praticamente em sua totalidade a retuitar mensagens de apoio e de sua equipe de assessores.

Márcio Lacerda (PSB, Belo Horizonte-MG)
Este caso foi o mais radical. Não só o prefeito não voltou mais às redes sociais, como o perfil @MarcioBH40 também foi apagado após a eleição.

Eleições 2.0: Facebook vai mapear opinião de eleitores americanos

Em mais uma prova do quão influenciadoras serão as redes sociais nas eleições 2012 ao redor do mundo, usuários americanos do Facebook poderão usar a rede de Zuckerberg para declarar seu voto e compartilhar suas opiniões sobre os assuntos ligados à campanha presidencial dos Estados Unidos. A iniciativa, chamada America’s Choice 2012 (escolha da América 2012, em português), é o resultado de uma parceria entre o Facebook e a rede de TV CNN, que pertence à empresa Time Warner.

Os 160 milhões de usuários americanos do Facebook serão incentivados a, através de um aplicativo, indicar qual é o candidato de sua escolha e se posicionar acerca de temas importantes para o governo. O app está disponível em inglês e em espanhol e exibirá as intenções de voto das pessoas em um mapa interativo.

O Facebook e a CNN medirão as intenções de voto da campanha presidencial dentro de cada estado e acompanharão como regiões e grupos de eleitores respondem aos principais temas da disputa. “Cada campanha presidencial traz novas tecnologias que melhoram a conexão entre os cidadãos e seus representantes”, disse Joel Kaplan, vice-presidente de políticas públicas da rede. “O Facebook pode fazer com que a disseminação de informações sobre a campanha seja uma experiência mais social.”

Fonte: Veja

SP: Pré-candidatos analisam importância das redes sociais no pleito de 2012

O comportamento dos candidatos à prefeitura de São Paulo nas redes sociais foi analisado pelo especialista em marketing digital Gabriel Rossi, em uma matéria publicada no Terra no último dia 16 de junho, e alguns pontos defendidos por ele merecem mais atenção. Gabriel acredita, por exemplo, que um simples post pode decidir uma eleição. Será?

“As mídias sociais têm influência na grande mídia e os candidatos de grandes cidades ‘juniorizaram’ o trabalho de internet. O impacto que ela possui é muito grande e não há espaço para amadorismo”, afirma o especialista.

Ainda para Rossi, as mídias sociais permitem ao candidato conhecer seu público e tratá-lo de maneira diferente do que ocorre na televisão ou no rádio. “O maior problema dos candidatos é que não prestam atenção no comportamento. [Eles] seguem a tecnologia como loucos no lugar de seguir o comportamento”, argumenta Gabriel.

Será que essa é uma tendência que já pode ser observada entre os pré-candidatos de São Paulo, por exemplo? O fato que é que todos os prefeituráveis sabem a importância das redes socais no pleito de 2012, conforme declararam à reportagem do Terra.  Continue lendo →

Cresce o uso da internet como fonte de pesquisa sobre candidatos políticos

“Meio de comunicação democrático e orgânico, que permite saber mais dos candidatos, de modo menos enviesado quando comparado ao rádio e à televisão”. Essa é a forma como Ginny Hunt, líder da equipe de Políticas e Eleições do Google, define a internet sob o ponto de vista político. E, para ela, essa característica da web não fica restrita ao período de eleições, “já que a democracia acontece todos os dias”. É natural, porém, que em anos como este — quando ocorrem pleitos no Brasil e em países como França e Estados Unidos — a rede de computadores se torne ainda mais importante na mediação do relacionamento entre políticos e eleitores.

De acordo com dados colhidos pelo Google, em anos eleitorais, os internautas se tornam investigadores antes do processo de votação e costumam recorrer, em média, a um total que varia entre 14 e 20 fontes on-line para embasar suas escolhas.

A tendência de os cidadãos se conectarem cada vez mais com os governos é crescente, asseguram os especialistas. Isso se deve, principalmente, à possibilidade de diálogo entre as duas partes: quem tem direito ao voto e quem precisa dele para chegar ao poder. “As pessoas vão atrás dos assuntos que lhes interessam. Querem saber quanto os políticos se importam com temas específicos e, inclusive, os questionam sobre esses assuntos”, comenta Hunt. Para isso, a interação é essencial, motivo pelo qual a presença de candidatos nas redes sociais é crescente. Continue lendo →

O papel das redes sociais em ano eleitoral

Panfletos, comício, carro de som, propaganda eleitoral na TV. Nenhum desses recursos ganha repercussão com tanta rapidez como um comentário nas redes sociais. Segundo o Ibope, são mais de 74 milhões de usuários com mais de 16 anos – portanto, eleitores – que utilizam as redes sociais, dando ao Brasil a 5ª posição entre os países com maior número de conexões à internet.

Como ferramenta poderosa na busca por eleitorado para a disputa por uma vaga nas eleições municipais de 2012, políticos já começam a dar os primeiros passos na aproximação com jovens entre 20 a 35 anos que freqüentam regularmente as redes sociais. Segundo pesquisas, eles possuem Facebook, Twitter acessam o Youtube e interagem o tempo todo com meio eletrônico. Continue lendo →

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